RESUMO - VIAGENS PEDAGÓGICAS E O ENSINO TÉCNICO NO BRASIL (1923-1946)
Ísis de Freitas Campos*
Sandra Maria de Assis; Olivia Morais de Medeiros Neta; Beatriz de Lima Isidoro
*UFRN - E-mail: isiscamps@yahoo.com.br
O objetivo deste texto é inventariar viagens pedagógicas ao exterior financiadas pelo governo brasileiro entre os anos de 1923 e 1946 com finalidades relativas à estruturação do ensino técnico brasileiro, àquele momento visto como essencial à modernização do país. O recorte inicial refere-se às ações do Serviço de Remodelação do Ensino Profissional Técnico e o final à criação da Comissão Brasileira-Americana de Ensino Industrial (CBAI). Os conceitos de viagens pedagógicas (VIÑAO FRAGO, 2007; CUNHA, 2012) e ensino técnico (FONSECA, 1961; MANFREDI, 2002; PEDROSA, 2014) corroboram para a análise de fontes como relatórios, jornais, fotografias e artigos publicados por agentes que realizaram as viagens. Foram inventariadas viagens à Europa e América com propósito de participação em congressos, como o Congresso Internacional de Ensino Profissional realizado em Berlim, em 1936, e/ou de visitas técnicas, como à Alemanha, França, Suíça e Estados Unidos da América. Da consulta às fontes, depreende-se a importância das viagens, inicialmente como observatório das experiências de ensino técnico no exterior e, posteriormente, para a adoção dos modelos que seriam utilizados na reforma do ensino profissional e técnico que o governo brasileiro implantou na década de 1940. As viagens, seus partícipes, objetivos e resultados obtidos, seguindo uma cronologia construída dentro dos critérios estabelecidos pela gestão da Superintendência do Ensino Industrial, e, mais tarde, do Ministério da Educação e Saúde Pública, a quem esteve subordinadaa referida Superintendência no período posterior a 1930, revelam o protagonismo de importantes agentes na constituição do novo ensino industrial brasileiro. O estudo contribui com o campo da história da educação profissional, asseverando a circulação de ideias e modelos para o ensino técnico no Brasil.
Palavras-chave: Viagens pedagógicas. Ensino Técnico. Intelectuais.
Quem eram esses sujeitos viajantes? Que lugares eles ocupavam e que contribuiram para a sua escolha nessa missão pedagógica?
ResponderExcluirOlá, como partiu seu interesse em relatar sobre as viagens pedagógicas e o ensino técnico no Brasil?
ResponderExcluirOlá, a partir da CBAI, quais os modelos norte-americanos foram incorporados ou adaptados às Escolas Ténicos Industriais? Quem ou quais foram esses agentes que tiveram protagonismo na organização do (novo) ensino industrial brasileiro? Historicamente, quais ideias que circularam/transitaram nesse universo vinculadas a noção de modernização do país?
ResponderExcluirOlá! Qual o real interesse por trás de se utilizar modelos externos para a reforma do ensino técnico brasileiro? Foi, de fato, apenas para fazer frente à modernização pela qual o país passava? O contexto brasileiro foi observado no ato da reforma do ensino profissional e técnico, ancorada nas observações das viagens pedagógicas?
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